
Shows de Bullet for My Valentine, 311 e mais na abertura do Limp Bizkit em SP
Banda americana de nu metal trouxe ao Brasil um festival próprio, contando ainda com Ecca Vandal, Riff Raff e Slay Squad.
Encabeçada pelo Limp Bizkit, a “Loserville Gringo Papi Tour” rodou a América Latina e foi encerrada no Allianz Parque, em São Paulo. A excursão em formato de festival contou com Slay Squad, Riff Raff, Ecca Vandal, 311 e Bullet for My Valentine — que substituiu Yungblud devido a problemas de saúde. O lineup não apresentava um conceito claro, mas durante a performance, Fred Durst, vocalista do Limp Bizkit, mencionou que reuniu “um monte de perdedores (‘losers’)” para a ocasião, destacando Ecca Vandal como o primeiro nome. Um membro da banda dela, Richie “Kid Not” Buxton, foi escolhido para substituir Sam Rivers, que faleceu em outubro.
Apesar das adversidades, o Limp Bizkit decidiu seguir com sua turnê, oferecendo uma mistura de nostalgia e novidades, além de muitos sinalizadores durante a apresentação.
Slay Squad
A jornada do festival começou com os californianos do Slay Squad, um grupo que se descreve como um “coletivo”. Com um catálogo modesto, o sexteto, formado por Brahim Gousse (voz), Keilo Kei (voz), Gordo (guitarra), Stick (baixo), Tim Ryan (bateria) e Cheeze (DJ), conquistou o público com seu som agressivo. A proposta musical da banda é uma fusão de hip hop, hardcore, industrial, vocais guturais e death metal — autodenominado “ghetto metal”. Eles conseguiram formar os primeiros mosh pits do evento, uma conquista rara para uma banda de abertura.
Cientes da importância do momento, os integrantes circularam pelo Allianz após a apresentação, tirando fotos e interagindo com novos fãs.
Riff Raff
Após o Slay Squad, o rapper Riff Raff subiu ao palco, mas sua apresentação foi mais entediante do que envolvente, mesmo com a duração de apenas 20 minutos. O rapper, ativo há duas décadas, pouco se conectou com o público e pareceu ter dublado suas músicas, criando um setlist eclético, mas sem impacto.
Ecca Vandal
Ecca Vandal, vestindo uma camiseta do Sepultura, trouxe uma proposta musical eclética que mistura punk, hip hop e música eletrônica. Nascida na África do Sul e radicada na Austrália, a artista tem uma carreira de 10 anos, mas apenas um álbum. Sua apresentação foi envolvente e cativou o público, sendo considerada a atração mais interessante até aquele momento. Ecca também contou com a participação do Slay Squad e interagiu com a plateia ao descer para cantar entre os fãs.
311
O 311, banda mais experiente do lineup, formada em 1988, mostrou-se fundamental para o nu metal, apesar de não se classificar puramente nesse gênero. Sua sonoridade única, que mistura rap, rock, punk, ska e reggae, trouxe um ar nostálgico ao festival. Comandados por Nick Hexum (voz e guitarra), Doug “SA” Martinez (voz e DJ), Tim Mahoney (guitarra), Aaron “P-Nut” Wills (baixo) e Chad Sexton (bateria), a banda apresentou hits como “Applied Science”, “Down”, “Amber” e “Come Original”, além de um solo de bateria que envolveu os membros e também os integrantes do Slay Squad no palco.
Bullet for My Valentine
Chamado de última hora, o Bullet for My Valentine ofereceu um show intenso e emotivo, celebrando 20 anos do álbum “The Poison”. O público cantou junto em canções como “Tears Don’t Fall” e “All These Things I Hate (Revolve Around Me)”, formando mosh pits e acendendo sinalizadores, apesar de algumas partes do set serem marcadas pela monotonia. Em entrevista, o vocalista Matt Tuck revelou que a banda foi convidada para a turnê apenas três semanas antes do início, o que dificultou a preparação de um setlist mais variado.
Canções como “Hand of Blood”, “Room 409” e “Cries in Vain” se destacaram, assim como o encerramento com “Waking the Demon”, onde Tuck pediu um último mosh pit, sendo prontamente atendido pelo público.
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